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Impressões outonais e orçamentais.

por alho_politicamente_incorreto, em 18.11.16

As chuvas e o outono conluiaram-se e teceram espessos tapetes de folhas, num assombroso festival de cor. No centro da nossa cidade, muito particularmente em redor do edifício Paços do Concelho, os competentes serviços camarários não permitem qualquer veleidade e num piscar de olhos varrem e aspiram tudo o que seja folha caída. Muito bem. Há que elogiar a eficiência quando ela nos assalta o olhar. Entretanto, num contraste plangente, numerosas ruas da sede do concelho estão entregues à sua sorte, com folhas impiedosamente atafulhadas em valetas e sarjetas. Parece-me que estaremos perante um daqueles casos de ostensiva discriminação a menos, claro está, que os cidadãos das ruas esquecidas estejam diminuídos nos seus direitos por não pagarem o IMI ou as demais taxas municipais…

 

Câmara aumenta orçamento para 2017 em 22 por cento. Estamos a falar de quase mais três milhões de euros quando comparado com o exercício de 2016. O presidente afiança que cumpre dar continuidade ao programa eleitoral sufragado em 2013, uma inevitabilidade «que implica o reforço da coesão social e a dinamização económica.» O investimento centrar-se-á nas obras de requalificação do Mercado Municipal e num conjunto de intervenções na rede viária em diversos pontos do concelho como a requalificação da Rua Gonçalo Eriz, em Albergaria-a-Velha, a reabilitação de infraestruturas rodoviárias municipais na zona norte e sul e nas vias degradadas pelas intempéries do último inverno. Para o efeito, serão contraídos três empréstimos bancários.

 

A questão, que muito legitimamente se poderá colocar, é: por que razão estas obras não foram sendo feitas desde 2013 ao invés de se concentrarem num ano, por sinal, o ano das próximas eleições autárquicas?

 

Por falar em «reforço da coesão social», fica a preocupação pela ausência de iniciativas concretas na área da Educação, mormente no apoio aos alunos do 1.º Ciclo na compra de manuais escolares. Muitos municípios em nosso redor já oferecem, a todas as crianças, os cadernos de atividades/fichas – que o Ministério não disponibiliza – bem como mochila e material escolar diverso. Em complemento, parece que ainda não será em 2017 que ocorrerá um genuíno investimento nos equipamentos informáticos das escolas do 1.º Ciclo, completando o apetrechamento com quadros interativos e computadores, em quantidade e qualidade suficientes. Neste particular, entregar às escolas computadores recondicionados, além de poucochinho, poderá indiciar baixa estima e consideração por alunos e professores.

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Ao jornal Soberania do Povo, de Águeda.

por alho_politicamente_incorreto, em 12.11.16

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Albergaria. Sobre a decisão de requalificar a Escola da Avenida.

por alho_politicamente_incorreto, em 04.11.16

Foi aprovada, em reunião de Câmara, a requalificação da Escola da Avenida. Com os votos contra dos vereadores José Licínio Pimenta, Nuno Silva e Sandra Correia, a decisão ora consumada é suscetível de colher as maiores críticas justamente pelas razões que já aduzi, há semanas, neste mesmo espaço.

 

Eis-nos, de novo, confrontados com uma opção grave e muito ponderosa. Não estamos a falar de trocos ou de dinheiros privados. Trata-se de dinheiro e investimento públicos em tempo de profundos constrangimentos financeiros. Cumulativamente, é uma escolha que afetará a qualidade da formação e do crescimento de futuras gerações.

... temo que as necessidades do 1.º Ciclo escola básica 1/2 se perpetuem e se esqueça a premência de ali edificar mais espaços polivalentes cobertos onde as crianças possam brincar nos dias de severa invernia. A verdade é que, nestes três anos, nada mudou ou foi feito para minorar tão duras insuficiências.

 

 

Não quero crer que este processo decisório, ainda que alguns o qualifiquem de atamancado, tenha sido precipitado pela urgência do calendário eleitoral e, por conseguinte, pela necessidade de mostrar, a todo o custo, obra ao povo. O certo é que esta opção surge quando a Carta Educativa concelhia se encontra (ainda) em fase de revisão, aliás, um encargo considerável que se terá de pagar à Universidade de Aveiro. Estas circunstâncias conjugadas, por si só, aconselhariam maior articulação processual.

 

Mas centremo-nos no essencial: está é a melhor decisão? Para mim, não. Reforço o pensamento por mim já expendido sobre esta matéria: não me parece que seja uma solução globalizante, equilibrada e duradoura até porque, segundo se sabe, destinar-se-á somente a quatro turmas. No mais, os alunos do 1.º Ciclo, mesmo descontada toda a sorte de constrangimentos vigentes, usufruem no momento de um conjunto de instalações, mormente as desportivas, que não implicam, por exemplo, a saída daquele espaço. Por isso, faria mais sentido a construção de mais um pavilhão na área ainda disponível na escola básica 1/2  – uma possibilidade já inscrita no projeto inicial de construção.

 

Em toda a tramitação que culminou com esta opção, cumpre saber se foram auscultados todos os parceiros. O Diretor, o Conselho Geral e a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Albergaria foram tidos e achados antes da deliberação? Se sim, o que disseram? E a tutela, designadamente a DGEstE, apoiou formalmente esta solução?

 

O certo é que o caminho que agora se escolheu remete para as calendas gregas a viabilização de um verdadeiro Centro Escolar para a sede do concelho. Ademais, temo que as necessidades do 1.º Ciclo escola básica 1/2 se perpetuem e se esqueça a premência de ali edificar mais espaços polivalentes cobertos onde as crianças possam brincar nos dias de severa invernia. A verdade é que, nestes três anos, nada mudou ou foi feito para minorar tão duras insuficiências.

 

A Escola da Avenida - a minha escola durante quatro anos - só por um milagre reunirá as condições estruturais e funcionais que este século tem como basilares. Desde as infraestruturas sanitárias, passando pelas valências associadas ao refeitório, recreio e atividades lúdico-expressivas, até aos acessos para pessoas com mobilidade condicionada, é de crer que o futuro venha a ser implacável, encarregando-se o tempo de julgar os méritos desta opção.

José Manuel Alho

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